Luize Oliveira

Marketing de influência B2B: o que é e como funciona no LinkedIn

Profissional gravando conteúdo para o LinkedIn sobre marketing de influência B2B

Quando se fala em influenciadores, a primeira imagem que vem à cabeça costuma ser alguém mostrando produtos de beleza, roupas ou viagens no Instagram e no TikTok.

Mas existe um tipo de influência que cresce muito no ambiente corporativo e que tem ganhado cada vez mais espaço nas estratégias das empresas: o marketing de influência B2B.

O que é marketing de influência B2B?

O marketing de influência B2B é uma estratégia em que empresas que vendem para outras empresas fazem parcerias com profissionais que têm credibilidade e audiência dentro de um determinado mercado.

Esses profissionais, chamados de influenciadores B2B, creators B2B ou business influencers, compartilham conteúdos, opiniões e experiências que ajudam a apresentar uma marca, um produto ou um serviço para quem toma decisões de compra.

A sigla B2B vem do inglês business to business e indica que a venda acontece de uma empresa para outra.

Por isso, o público desse tipo de campanha costuma ser formado por gestores, diretores, fundadores, compradores e especialistas que participam do processo de decisão dentro das organizações.

Na prática, o influenciador B2B raramente é uma celebridade.

Ele pode ser um executivo reconhecido na sua área, uma especialista em tecnologia que publica análises com frequência, um consultor que compartilha aprendizados do dia a dia ou até mesmo um colaborador da própria empresa que tem uma boa rede de contatos.

Qual a diferença entre marketing de influência B2C e B2B?

As duas estratégias usam a confiança que as pessoas depositam em outras pessoas, mas funcionam de maneiras bem diferentes. Veja os principais pontos:

AspectoInfluência B2CInfluência B2B
PúblicoConsumidor finalDecisores e profissionais de empresas
Principal canalInstagram, TikTok e YouTubeLinkedIn
Ciclo de compraCurto, muitas vezes por impulsoLongo, com várias pessoas envolvidas
Tipo de conteúdoEntretenimento, estilo de vida, recomendações rápidasAnálises, experiências profissionais, bastidores de negócios e dados de mercado
O que pesa na escolha do influenciadorTamanho da audiência e estéticaCredibilidade, especialidade e perfil da audiência

No B2B, a decisão de compra costuma envolver valores mais altos e mais de uma pessoa aprovando o investimento. Por isso, a influência trabalha principalmente na construção de confiança ao longo do tempo, fazendo com que a marca seja lembrada quando surgir a necessidade.

Por que o LinkedIn é o principal canal para o marketing de influência B2B?

O LinkedIn é a maior rede profissional do mundo e reúne justamente as pessoas que as empresas B2B querem alcançar. Existem alguns motivos que explicam por que ele se tornou o centro desse tipo de estratégia.

Os decisores já estão na plataforma

Segundo dados divulgados pela Bubble In, plataforma brasileira especializada em marketing de influência B2B, o LinkedIn reúne mais de 850 milhões de profissionais.

Além do volume, a rede oferece informações de cargo, setor e empresa, o que ajuda a entender com clareza quem está sendo impactado por cada conteúdo.

Pessoas geram mais engajamento do que páginas de empresa

Esse é um dos pontos mais importantes para quem trabalha com LinkedIn.

De acordo com a Bubble In, perfis pessoais geram, em média, três vezes mais engajamento do que as páginas de empresa. Isso acontece porque as pessoas tendem a confiar mais em alguém que compartilha uma experiência do que em uma marca falando sobre si mesma.

É por esse motivo que eu sempre reforço com meus clientes a importância de cuidar do perfil pessoal com a mesma atenção dada à Company Page.

As duas presenças se complementam, e o perfil pessoal costuma ser a porta de entrada para conversas e oportunidades.

A creator economy chegou ao ambiente corporativo

A Bubble In também aponta que mais de 16 milhões de usuários já ativaram o modo criador de conteúdo no LinkedIn. Isso mostra que cada vez mais profissionais estão usando a plataforma para publicar com frequência e construir uma audiência própria, abrindo espaço para parcerias entre marcas e creators.

Conteúdos do LinkedIn aparecem nas respostas de inteligência artificial

Um ponto novo e bem interessante é a relação entre o LinkedIn e as ferramentas de IA. A Bubble In destaca que a plataforma está entre as fontes mais citadas por ferramentas como ChatGPT e Perplexity em respostas sobre temas B2B, com boa parte dessas citações vindo de perfis individuais. Ou seja, quanto mais uma marca é mencionada por creators relevantes do seu setor, maiores são as chances de ela aparecer quando alguém pesquisa sobre o assunto usando IA.

Como funciona o marketing de influência B2B no LinkedIn

Uma campanha de influência B2B bem-feita segue algumas etapas. Usando como referência a metodologia da Bubble In, dá para organizar o processo em cinco fases.

1. Análise de mercado

O primeiro passo é entender o cenário. Isso inclui estudar a audiência da marca, observar o que os concorrentes estão publicando, identificar quais conteúdos geram reação dos decisores e perceber quais temas ainda são pouco explorados no nicho.

2. Definição da estratégia

Com o diagnóstico em mãos, a empresa define seus objetivos e o tipo de creator mais adequado para alcançá-los. Uma marca que quer gerar reconhecimento pode apostar em creators com audiência maior, enquanto uma empresa que busca leads qualificados pode preferir especialistas com um público menor e muito segmentado.

3. Escolha dos creators certos

Aqui entra um conceito importante no B2B, o ICP (Ideal Customer Profile), que é o perfil de cliente ideal da empresa. O influenciador escolhido precisa conversar com esse público. Um creator com 200 mil seguidores pode trazer menos resultado do que outro com 15 mil, se a audiência do segundo for formada exatamente pelos decisores que a marca quer alcançar.

4. Gestão da campanha

Essa fase envolve o briefing, a produção do conteúdo, a aprovação e a publicação. No LinkedIn, os melhores resultados costumam aparecer quando o creator tem liberdade para contar a experiência com a sua própria voz, porque o público da plataforma percebe com facilidade quando um texto parece anúncio.

5. Análise de métricas e resultados

Depois da publicação, é hora de acompanhar os números e entender o que funcionou. Com isso, a empresa decide quais parcerias manter, quais formatos repetir e quais ajustes fazer nas próximas ações.

Tipos de influenciadores B2B no LinkedIn

Nem todo influenciador B2B tem o mesmo perfil. Os mais comuns são os executivos e C-levels, que trazem visão de negócio e credibilidade de quem ocupa cargos de liderança; os especialistas de nicho, que dominam um tema específico, como tecnologia, finanças, RH ou logística; os micro creators, que têm audiências menores e muito engajadas dentro de um setor; e os colaboradores da própria empresa, que participam de programas de employee advocacy e compartilham a cultura, os produtos e os bastidores da organização.

Muitas empresas combinam esses perfis na mesma estratégia, criando um mix que equilibra alcance, autoridade e proximidade com o público.

Quais métricas acompanhar em uma campanha de influência B2B

No LinkedIn, olhar apenas para curtidas diz pouco sobre o resultado de uma campanha. Algumas métricas ajudam a ter uma leitura mais completa, como as impressões e o alcance dos posts, a taxa de engajamento, a qualidade dos comentários (principalmente quando vêm de pessoas com o perfil do cliente ideal), as visitas ao perfil e à página da empresa, os leads gerados e o share of voice, que mostra quanto a sua marca é citada no mercado em comparação com os concorrentes.

Outra métrica usada no marketing de influência é o Earned Media Value (EMV), que estima quanto custaria conquistar a mesma exposição por meio de anúncios pagos. Segundo a Bubble In, cada R$ 1 investido em creators pode gerar até R$ 1,79 em exposição equivalente à mídia paga.

Bubble In: uma referência em marketing de influência B2B no Brasil

Para quem quer se aprofundar no tema, a Bubble In é uma boa referência. A empresa atua como plataforma e agência de marketing de influência B2B no LinkedIn, unindo inteligência de mercado, seleção de creators e gestão de campanhas em um só lugar.

Entre as soluções oferecidas estão o LinkedIn Intelligence, que ajuda a entender o que funciona no mercado da marca com base em dados de concorrentes, conteúdos e audiência, e uma área dedicada a creators e campanhas, que cruza o perfil dos influenciadores com o ICP da empresa. A Bubble In também criou o LIS (LinkedIn Influency Score), um indicador que ajuda a avaliar a influência dos perfis na plataforma.

O blog deles traz conteúdos úteis para quem trabalha ou quer trabalhar com influência no LinkedIn.

E se eu quiser me tornar um influenciador B2B?

O crescimento do marketing de influência B2B abre uma oportunidade interessante para profissionais que querem ser reconhecidos como referência na sua área.

Quem constrói uma presença consistente no LinkedIn passa a ser lembrado pelo mercado e começa a receber convites para parcerias, eventos, podcasts e novos projetos.

Para chegar lá, alguns cuidados fazem diferença. O primeiro é ter um perfil otimizado, que mostre com clareza quem você é, o que faz e para quem. Depois, vale definir uma linha editorial que conecte a sua experiência com os temas que interessam ao seu público. E, por fim, é importante manter frequência nas publicações e interagir com outros profissionais do setor, porque o LinkedIn valoriza quem participa das conversas além de publicar.

Esse é exatamente o trabalho que desenvolvo na minhaconsultoria de LinkedIn.

Em três encontros ao vivo, trabalhamos otimização de perfil, mapeamento de público, linha editorial, técnicas de escrita, social selling e métricas da plataforma. No plano completo, você ainda conta com um mês de produção de conteúdo e uma participação no Luize Talks, meu podcast sobre negócios, carreira e tecnologia, com cortes estratégicos para divulgar sua história também no LinkedIn.

Perguntas frequentes sobre marketing de influência B2B

Marketing de influência B2B funciona para empresas pequenas?

Sim. Empresas menores podem começar com micro creators ou com os próprios sócios e colaboradores publicando conteúdo. Como o foco está na qualidade da audiência, é possível ter bons resultados sem grandes investimentos.

Preciso ter muitos seguidores para ser um influenciador B2B?

Não necessariamente. No B2B, o perfil da audiência costuma pesar mais do que o número de seguidores. Um profissional com poucos milhares de conexões, todas do mesmo setor, pode ter muita relevância para marcas que vendem para esse público.

Qual a diferença entre influenciador B2B e employee advocacy?

O influenciador B2B geralmente é um profissional independente que faz parcerias com diferentes marcas. Já o employee advocacy acontece quando os próprios colaboradores de uma empresa compartilham conteúdos sobre ela. As duas estratégias podem andar juntas.

O LinkedIn é a única rede para marketing de influência B2B?

Ele é o principal canal, mas não o único. YouTube, podcasts e newsletters também são usados. Ainda assim, pela concentração de decisores e pelos dados profissionais disponíveis, o LinkedIn costuma ser o ponto de partida das estratégias B2B.

O marketing de influência B2B mostra que a confiança entre pessoas também move decisões dentro das empresas. No LinkedIn, onde os decisores estão presentes e os perfis pessoais geram mais engajamento do que as páginas institucionais, essa estratégia se torna uma forma eficiente de construir reconhecimento, gerar leads e fortalecer a percepção de valor de uma marca.

Seja você uma empresa que quer investir em creators ou uma profissional que deseja se posicionar como referência, o primeiro passo é o mesmo: entender o seu público e construir uma presença estratégica na plataforma. Se quiser ajuda nesse processo, conheça a minha consultoria de LinkedIn e vamos conversar.

Compartilhe este post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

treze + 10 =